O Imortal Turvo da Poeira Vermelha

O Imortal Turvo da Poeira Vermelha

Autor: O Segundo Mestre Enfurecido

Se o Caminho da Imortalidade é impiedoso, então, no turbilhão do mundo humano, serei um mortal livre e despreocupado. Há um dito antigo que diz: quando o Céu conduz o destino, em cada quinhentos anos surgirá um santo neste mundo. Já que não posso me tornar imortal, então começarei por me tornar santo. Chen Hao era um homem simples do interior; de um anonimato silencioso e esquecível, atravessou o caminho em busca da imortalidade, tornando-se um homem mundano do Caminho dos Imortais que prefere carregar sobre si o peso de toda a culpa do mundo a deixar que o mundo inteiro lhe pese contra. Se um homem me bloquear, eu o mato; se um imortal me bloquear, eu contorno o caminho. Há de vir o dia em que subirei aos Nove Céus e deixarei ao mundo um céu e uma terra inteiramente claros e radiantes.

O Imortal Turvo da Poeira Vermelha

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Capítulo Um: Envenenamento

Na trilha da montanha, um jovem caminhava com passos firmes, carregando nas costas uma cesta de bambu. Dentro dela havia diversos legumes e frutas silvestres; afinal, junho não era um mês em que se morresse facilmente de fome.

À medida que se aproximava lentamente da aldeia Chenjia, no sopé da montanha, o olhar de Chen Hao tornava-se calmo, embora carregasse um misto de medo e servilismo.

A aldeia Chenjia não era grande, contava com vinte e uma famílias — descontando Chen Hao, restavam vinte. No centro da vila, havia um conjunto de quatro pátios interligados, a antiga residência da família do senhor Chen Dafù, conhecido como Chen Yuanwai.

As casas das outras famílias agrícolas eram construídas próximas ao pátio da família Chen Dafù. A única estrada de entrada cortava a aldeia da esquina sudeste à noroeste, serpenteando, por isso o nome “Beco das Nove Curvas”.

Na entrada do beco, havia um velho choupo, ao lado esquerdo do qual havia uma cabana simples onde vivia Chen Hai, o guardião da vila.

Olhando para o céu, Chen Hao sabia que em no máximo meia hora a noite cairia por completo, e apressou o passo.

— “Goudan, já comeu?” — chamou Chen Hao ao chegar na entrada do Beco das Nove Curvas, vendo Chen Hai adormecido encostado na árvore.

Chen Hai, também da aldeia Chenjia, era órfão desde os seis anos. Certa noite, não suportando a fome, subiu sozinho a montanha. No dia seguinte, foi encontrado inconsciente a meio caminho, carregado de volta pela aldeia e, ao despertar, apresentava sinais de loucura, repetindo sem cessar coisas como “gra

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