“Não é de supetão me negar aquele pão grandão e quentinho, qual é o problema?” Resmungava baixinho uma criadinha de sete anos da residência do chanceler, escondida atrás de uma rocha falsa do jardim, enrolando um bocado de grama‑cauda‑de‑cachorro entre os dedos, com o rosto todo cheio de mágoa. “Toma, come isto.” Quando levantou a cabeça, viu se estender para ela duas mãozinhas brancas e macias segurando um doce tão bonito que nem conseguia nem dizer o nome. A dona das mãos tinha dois caracóis fofos no cabelo, era uma menininha de traços delicados como porcelana e jade, com dois grandes olhos pretos brilhando enquanto a fitava. “Glur, glur…” Sua barriguinha desleal roncava de novo e de novo. Chuntao pensou: Esse doce é tão fofo de ver! Ah, não — é a pequena senhora que está mesmo deliciosa de olhar.