[Atualização 18:00] [Aproveitando, você também pode conferir outros textos de pré-venda.] Você atravessou. Você atravessou para o jogo otome que acabou de comprar, “Verdadeiro ou Falso, Vermelho e Preto”, 24ª edição. Para testar a missão especial desse jogo super realista, você fez alguns ajustes desequilibrados nos seus atributos pessoais. No jogo, você é uma “Jiu” que acabou de receber esse título; o que você aumentou foi o seu valor de charme. Nesse tipo de otome, você achava que seria uma máquina de conquistar ambulante. Agora o problema: você atravessou. Você entrou antes da história do jogo e, infelizmente, ainda não recebeu um codinome. Você tem habilidades de hacker e pertence ao time de inteligência. E, para piorar, para ser promovida você vai fazer missão com o topkiller da organização. Você olha para a arma na mão e se arrepende — se soubesse que esse dia chegaria, teria colocado todos os pontos no valor de força: pé na destilaria, soco na polícia, espada apontada para o FBI — em vez de ficar se perguntando se ainda dava tempo de virar uma comediante. Poxa, você nem quer fazer amizade com ninguém, só quer bloquear todo mundo. E ainda percebe que seu charme parece não servir pra nada. (Triste) Aviso importante: [A protagonista tem linha de crescimento, ela também não quer entrar nesse jogo lixo!!! A protagonista também tem uma carreira fora da destilaria, e no dia a dia ela ainda precisa trabalhar!!!] 1. A intenção original era de literatura otome clássica, mas no fim é um drama não tão padrão. 2. Nem tem muita “ação” pra comprar. 3. Leve! Com enredo! Perseguição mútua (não é isso!!). 4. A narrativa principal é em terceira pessoa. 5. O CP está com o Hiro (se não houver surpresa).
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Entardecer. Seis e cinquenta e cinco da noite.
Em meio a um conjunto de armazéns abandonados na periferia de Tóquio, um lugar que, de tempos em tempos, serve de refúgio temporário para grupos em fuga. Os registros indicam que estes armazéns estão abandonados há dez anos, mas ninguém percebeu que, aparentemente, alguém os mantém em razoável estado, distinguindo-os completamente daqueles depósitos realmente esquecidos, onde respirar é engolir punhados de poeira.
De qualquer forma, é um cenário que inevitavelmente remete a más intenções. Se fosse uma cena de um jogo, certamente viria acompanhada de uma trilha sonora de suspense, suficiente para que qualquer fã experiente de jogos reconhecesse: este seria o cenário perfeito para negociações clandestinas, tráfico, assassinatos ou incêndios criminosos!
Um Porsche do século passado está estacionado ao lado de um dos armazéns, com a janela parcialmente aberta devido à fumaça de cigarro no interior. No banco do motorista, um homem de terno e óculos escuros, de aparência robusta e um tanto simplória. Ao seu lado, um homem de longos cabelos prateados, tão fora do comum que ninguém se atreveria a duvidar de sua masculinidade.
Por quê? A razão é simples.
Aquela aura, cultivada por anos a fio, capaz de assustar até adultos nas ruas — quem ousaria duvidar? Quem sabe se, no momento seguinte, esse estrangeiro não sacaria uma pistola debaixo do sobretudo para um tiroteio, ou abriria fogo com uma metralhadora de um helicóptero contra civis inocentes?
O silêncio dentro do carro não dura