Em cem reencarnações, uma força desconhecida guiava Jian Guchen em busca da Espada do Destino Imperial; os dez destinos enigmáticos o atormentavam. Em cem reencarnações, nenhuma conseguiu desvendar esse mistério insondável.
Com um estrondo, o céu foi rasgado e a terra se partiu em inúmeros fragmentos de rocha, extinguindo todas as formas de vida em um só instante. Uma imensa porta de arco de pedra, de um vermelho escuro e com centenas de metros de altura, desceu dos céus. O portal era adornado por veios escarlates, e por trás dele não se via qualquer paisagem, apenas uma escuridão profunda, semelhante a um espelho polido, da qual emanava uma aura tenebrosa que, pouco a pouco, envolvia o mundo. Este período ficou conhecido pelos antigos como a Era do Caos.
Na Era do Caos, trevas cobriam o céu e a terra; nada brotava do solo, restando apenas fissuras e lavas em erupção. Certo dia, o firmamento foi dilacerado e um raio de luz atravessou as nuvens, iluminando a terra. A fenda se alargou até que uma porta dourada, tão alta quanto a anterior, desceu, envolta em fulgor dourado, repousando sobre um lago de lava. Essa porta dourada absorvia as trevas e, em seguida, liberava três energias em tons de ouro, azul e vermelho. Os antigos chamaram essas energias de Essência Vital, Energia Espiritual e Sangue Vital, correspondendo, respectivamente, às cores. A Essência Vital era usada para o cultivo, com as outras duas em auxílio, mas apenas para aqueles dotados de afinidade.
Com o passar dos milênios, o lago de lava sob a Porta Dourada foi transformado pelas chuvas e ventos em um lago cristalino, batizado de Lago do Céu e da Terra, enquanto a porta passou a ser chamada de Portal do Céu e da Terra. A porta escarlate tornou-se conhecida como Portal do Caos.
“O que faremos com esta criança?”