Está a referir-se a quem como sendo alguém de talento genuíno? Está a insultar quem, afinal? Compreende, por acaso, o verdadeiro valor de figurar entre os dez homens mais belos da Ásia?
Abril de 2007, campo esportivo da Universidade de Estudos Estrangeiros de Xangai, na Metrópole Mágica.
O time de futebol da casa enfrentava, em um amistoso, a equipe visitante da Academia de Teatro de Xangai. Diferentemente das partidas costumeiramente ignoradas por todos, naquela tarde, além dos jogadores reservas e de alguns poucos torcedores, uma dúzia de jovens universitárias radiantes e encantadoras reunia-se à beira do campo, apontando animadas na direção do gramado.
Contudo, aos jogadores da casa, tal presença não trazia qualquer contentamento—pelo contrário, alguns rangiam os dentes de insatisfação.
A razão era simples: as moças não estavam ali por eles, mas sim pelo visitante número 99, um rapaz da equipe rival, de tez alva, traços delicados e aparência limpa e cativante.
— Força, bonitão! — ouviu-se uma voz feminina e melodiosa.
Mal Wei Yang recebeu a bola, ao escutar o incentivo, distribuiu o passe sem sequer pensar. O colega de equipe da casa, a dois passos dele, lamentou a oportunidade perdida com um estalido da língua.
Se Wei Yang tivesse segurado a bola por apenas mais dois segundos, um carrinho já teria sido desferido...
O restante da partida seguiu o mesmo roteiro: Wei Yang, como se possuído pelo espírito de Messi, mesmo sem a bola nos pés, atraía para si metade da atenção dos jogadores adversários.
E à medida que mais moças se aglomeravam ao redor, os gritos de apoio a Wei Yang tornavam-se cada vez mais estrondosos. Os jogadores da casa, já indiferentes aos dois gols sofridos, dedicavam-se exclusivamente a