Meu Trem do Apocalipse

Meu Trem do Apocalipse

Autor: O coelho da Idade Média

Chen Mang foi lançado a um mundo pós-apocalíptico, onde marés de mortos-vivos se espalham por toda parte e a morte permeia o ar. Os sobreviventes veem-se obrigados a tornar-se condutores de trens, coletando minérios e outros recursos para, passo a passo, aprimorar e fortalecer suas próprias locomotivas; apenas assim podem controlar os trens a fim de evitar as hordas de cadáveres e sobreviver. Caso contrário, tornam-se escravos de outros condutores, vivendo sob a sombra alheia. Todos os “componentes de veículos” dos trens possuem limites de aprimoramento, e a cada elevação de nível, seus efeitos tornam-se mais poderosos. Contudo, a marca de nascença que Chen Mang trazia consigo concedia-lhe a capacidade singular de aprimorar indefinidamente os componentes de seu trem, sem qualquer restrição. Quando peças consideradas insignificantes por outros condutores — como a “Lâmina do Trem” ou a “Broca da Locomotiva” — foram elevadas por ele a centenas de níveis, só então se percebeu que já havia alcançado um patamar de invencibilidade inigualável. E assim, um gigante ferroviário, armado até os dentes com centenas de vagões, começou a rugir pelas terras devastadas do apocalipse. ... “Este mundo só conhece dois tipos de pessoas.” “Condutores de trem ou escravos.”

Meu Trem do Apocalipse

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Capítulo 1: Um surto mortal.

“Clang, clang, clang!”

A noite era densa como tinta, espessa a ponto de ameaçar devorar todo o mundo. Sobre a vasta e interminável estepe, um trem semelhante a uma besta de aço rugia, avançando sem piedade.

O som dos rodados colidindo com os trilhos compunha uma espécie de sinfonia, executada por heróis anônimos na escuridão. A cada impacto, o vagão inteiro estremecia incessantemente.

...

“Huff...”

Dentro do vagão.

Chen Mang estava encolhido sobre uma esteira de palha num canto, buscando fazer seu corpo vibrar em ressonância com o balançar constante do vagão. Assim, conseguia atenuar um pouco a náusea, como se estivesse numa travessia de balsa.

A penumbra dominava o interior do vagão. Não havia janelas, apenas duas lâmpadas fracas pendiam do teto. O ar era impregnado de uma fétida mistura de odores — suor, pés, excrementos, vômito —, uma pestilência capaz de rivalizar com as latrinas sob o sol escaldante do verão, talvez até superando-as.

Ele se apossara do canto mais limpo que conseguira encontrar, mas, mesmo assim, sua expressão era de um pálido quase cadavérico.

Três dias.

Em quase três dias, só bebera duas canecas de água enlameada misturada com areia e comera duas fatias de pão embolorado. Nada além disso.

No vagão à sua frente, com três metros de largura e dez de comprimento, amontoavam-se mais de cem pessoas. Todos estavam enlouquecidos pela fome. Se não fosse por proteger o naco de palha sob si, já o teriam devorado, como lobos esfaimados.

Essas pessoas já quase não eram humanas; tornaram-se

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